Salvador vive um momento decisivo na luta contra um dos maiores problemas sociais da história do Brasil: a falta de vagas em creches públicas. Com quase 100 mil crianças de zero a cinco anos fora da rede de educação infantil, a capital baiana lidera o ranking nacional de exclusão na primeira infância.
Mas esse quadro começa a mudar. A Central das Creches do Brasil, maior articuladora nacional no combate ao déficit de vagas em creches, anunciou a liberação de 200 novas unidades de creches públicas nos padrões FNDE para Salvador, dentro do Programa Nacional de Combate ao Déficit de Creches Públicas no Brasil.
Com isso, a cidade dá um passo histórico para zerar a fila de espera e realizar o sonho de milhares de mães, pais e famílias que aguardam uma vaga para seus filhos.

Um acordo decisivo para a capital baiana
O programa já conta com estudos técnicos aprofundados, empresa construtora aprovada em compliance e contrato assinado. Agora, falta apenas o prefeito Bruno Reis oficializar a adesão com a assinatura da MIP (Manifestação de Interesse Privado), a declaração oficial de déficit de vagas e o termo de cooperação técnica.
Com a assinatura, será autorizada a liberação imediata das ordens de serviço e o início das obras das 200 creches.
Segundo a Central das Creches do Brasil, uma comissão técnica já está pronta para se reunir com o prefeito, apresentar o novo acordo e avançar na cooperação.
Uma conquista construída em décadas
O déficit de vagas em creches não é recente. Desde os primeiros tempos da colonização — com os filhos dos povos indígenas, dos escravizados e dos imigrantes — as crianças pequenas ficaram historicamente em segundo plano nas políticas públicas.

Mesmo com a Constituição de 1988, que assegurou o direito à educação infantil, o Brasil ainda não conseguiu universalizar esse acesso. Ao longo dos últimos 20 anos, a Central das Creches do Brasil desenvolveu pesquisas e estudos que identificaram gargalos, mapearam recursos federais e apontaram soluções para superar a burocracia e os entraves político-partidários que travam a educação infantil.
Esses esforços culminaram no Programa Nacional de Combate ao Déficit de Vagas em Creches Públicas, considerado hoje o maior projeto social de educação infantil da história do país.
Salvador: do atraso ao protagonismo
Com a chegada das 200 novas creches, Salvador deixa de ocupar a posição de capital com maior número de crianças fora da educação infantil e se torna referência nacional.

Nos últimos anos, já houve avanços importantes — foram geradas cerca de 55 mil novas vagas na rede. Agora, com esse reforço, a meta é zerar a fila de espera e transformar Salvador em capital da infância digna e inclusiva.
O prefeito Bruno Reis tem a oportunidade de marcar seu nome na história ao liderar esse processo. Para ele, trata-se de uma questão não apenas administrativa, mas humana, social e de justiça com as famílias mais vulneráveis.
O papel da Central das Creches
Sob a liderança de Clériston Silva, a Central das Creches do Brasil vem conquistando reconhecimento nacional e internacional. Sua atuação já começa a ganhar espaço nos principais veículos de comunicação do país, como Rede Globo, Record e grandes portais de notícias, que repercutem a importância de enfrentar o déficit de creches.
Mais do que uma organização, a Central é hoje o coração de um movimento nacional pela infância, investindo recursos, articulando empresas e construindo soluções rápidas e eficazes.
Clériston Silva resume o propósito:
“Estamos diante do maior programa social de educação da história do Brasil. É a reparação de uma dívida de mais de 500 anos com a infância brasileira. Cada creche que construímos é mais que um prédio: é dignidade, cidadania e futuro.”

Um legado para o Brasil
A liberação de 200 novas creches em Salvador não é apenas uma conquista local. É o início de um processo nacional que poderá transformar a realidade da educação infantil em todo o país.
Zerar o déficit de vagas significa muito mais do que estatísticas: significa garantir que cada criança tenha o direito de sonhar, aprender e crescer com dignidade.
Salvador abre o caminho para que outras capitais sigam o exemplo. A hora é agora, e o futuro começa pela infância.