
Mais de 3 mil crianças de Fortaleza aguardam na fila de espera por vagas em creches públicas. Em 2026, a Prefeitura de Fortaleza quer avançar de forma significativa para solucionar a demanda. A gestão municipal, além de ampliar o número de instituições, promete duas novidades, realizar busca ativa e oferecer vagas em unidades próximas ao trabalho de mães e pais. Dar fim ao déficit de acesso a vagas é promessa de campanha do prefeito Evandro Leitão (PT).
O acesso de crianças a vagas em creches, revelam especialistas, é diferencial tanto para o seu desenvolvimento quanto por questões socioeconômicas, já que sobretudo mães solo precisam dos equipamentos como suporte para conseguirem estar no mercado de trabalho.
De acordo com a coordenadora da Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, Conceição Cavalcante, cerca de 3 mil crianças de até três anos de idade aguardam por um espaço para ingressar em um Centro de Educação Infantil (CEI) até o início de fevereiro. Esse número já reduziu em cerca de 50% ao longo de 2025, segundo a gestão.
Desde o início da gestão, mais de 2 mil vagas foram criadas a partir do edital estruturante, da construção de novos CEIs públicos e adaptação das “salas de diversão” em salas de aula, diz ela. A ampliação da capacidade dos equipamentos deve ser continuada por meio da inauguração de seis novas instituições em parceria com os Governos do Estado e Federal, além de adaptações na infraestrutura já existente.
Outras estratégias são o aumento de vagas em CEIs e em creches conveniadas e aproveitamento de espaços ociosos das unidades, que devem ser transformados em salas de aula. Com isso, a estimativa é de que 1.800 novas vagas sejam disponibilizadas.
Parcerias com as organizações civis – Além das creches públicas, a gestão também celebra parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para gerenciamento de unidades escolares em prédios públicos e privados, firmadas a partir de editais. São as chamadas creches parceiras.
A SME iniciou 2026 com um edital que oferecia cerca de 2 mil novas vagas em creches e, ao longo do ano, aposta em estratégias de credenciamento e atuação setorizada, com 3 mil oportunidades, para acelerar a redução da fila de espera.
Conforme Conceição, esse primeiro edital “amplo para a toda cidade” não atendia plenamente áreas que possuíam mais necessidade. “Acontecia muitas vezes de a gente ter a proposta de uma creche num local onde não tem demanda. E aqueles locais onde tem uma fila de espera enorme, bairros que tem 300 crianças, acabava não tendo nenhuma proposta de creche”, explica.
Foi assim que surgiu o edital setorizado, que visa aumentar o número de vagas nos bairros com demanda represada, tendo como base o Registro Único. A coordenadora afirma que o foco são regiões da cidade onde há maior quantidade de crianças esperando vaga, como Messejana e Barra do Ceará.
Por: Camila Vieira
