Pesquisas recentes indicam que o consumo de vídeos curtos em redes sociais pode ter efeitos negativos no desenvolvimento, atenção e no envolvimento escolar de crianças e adolescentes. Especialistas alertam que o formato desses vídeos exibidos em sequência por meio de rolagem contínua, estimulam um uso compulsivo do celular, podendo comprometer a capacidade de concentração e reduzir o interesse por atividades mais duradouras, como a leitura. Esse consumo excessivo, está associado a perda de concentração, ansiedade social e insegurança entre as crianças.
Os algoritmos das redes sociais são projetados para manter os usuários ativos por mais tempo, reforçando padrões de uso que podem se tornar compulsivos. Isso acontece, pois os vídeos usam estímulos visuais e sonoros rápidos, com mudança constante de conteúdo, fazendo hiperestimular o cérebro, dificultando o foco em tarefas que exigem atenção prolongada e assim, criando uma sensação de recompensa imediata, que torna outras atividades menos atrativas e prazerosas.
Sendo assim, podemos dizer que embora o uso da tecnologia faça parte do cotidiano das crianças, é importante ter estratégias que vão além da simples proibição de celulares. Estratégias como estimular atividades que desenvolvam a atenção de forma ativa, sendo elas, leitura, brincadeiras ao ar livre, jogos educativos, dialogar com as crianças sobre o uso consciente das telas, criar rotinas equilibradas, com tempo definido para o uso de dispositivos e para outras atividades, além de promover experiências sociais e emocionais fora dos ambientes digitais, reforçando o bem estar emocional e a autorregulação dos pequenos.
