A ampliação do acesso às creches no Brasil será o foco do grupo de trabalho instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nesta terça-feira (7/). A iniciativa faz parte do Programa Primeira Infância, Prioridade Absoluta (PIPA), que busca estruturar ações coordenadas capazes de enfrentar o déficit de vagas e fortalecer a política nacional para a primeira infância.
Durante a cerimônia de assinatura do ato, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Edson Fachin, afirmou que a complexidade do cenário da infância demanda soluções construídas de forma coletiva e sustentadas por evidências. “O CNJ tem buscado trilhar exatamente esse caminho: contribuir para a organização de políticas públicas pautadas por uma atuação técnica e integrada, capaz de conferir unidade às iniciativas e densidade às práticas institucionais”, disse.
De acordo com o ato, o grupo de trabalho irá elaborar um diagnóstico situacional e identificar gargalos estruturantes da política de oferta de creches no país. Também deverá propor um modelo nacional, a partir de diretrizes de atuação que incentivem a cooperação técnica. O grupo ainda deve sugerir metas e indicadores hábeis a aferir os resultados alcançados. “A proteção à infância não pode ser episódica nem dependente de circunstâncias, mas deve ser contínua, estruturada e orientada por resultados”, acrescentou Fachin.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também ressaltou a importância de trabalhar de forma integrada. Ele destacou que o Programa Pipa responde à insuficiência de vagas em creches pelo país, que aumenta a judicialização e exige soluções estruturantes. “Com a formalização dessa parceria, estamos apresentando a possibilidade de uma resposta institucional articulada, que transforme direitos constitucionais em políticas públicas efetivas”, afirmou.
A atuação interinstitucional será aplicada ao Projeto Primeiros Passos, realizado pelo CNMP, cuja adesão do CNJ também foi assinada nesta terça-feira (7). A partir dessas medidas, o Judiciário e o Ministério Público avançam na construção do plano de trabalho que orientará a implementação do Programa PIPA.
