Educação infantil para um futuro melhor.

Candidatos ao Governo da Bahia são chamados a apresentar metas para educação e ampliação das creches

Às vésperas do primeiro turno das eleições, os candidatos ao Governo da Bahia são cobrados a apresentar propostas concretas para melhorar a educação, ampliar a oferta de vagas em creches e assegurar atendimento de qualidade às crianças na primeira infância.

Disputam o governo estadual Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto (União Brasil), Ronaldo Mansur (Psol), Aroldo Félix (UP), Ariel Capistrano (DC) e Maria Bona (PCO). A disputa tem como principais responsabilidades educacionais a gestão do ensino médio estadual, a valorização dos profissionais, a redução da evasão, a ampliação do ensino em tempo integral e a cooperação com os municípios na educação infantil.

Embora a oferta de vagas em creches seja uma atribuição direta dos municípios, o Governo do Estado pode apoiar as prefeituras por meio de convênios, financiamento, cessão de terrenos, projetos padronizados e ações integradas de educação, saúde e assistência social. Essa articulação é considerada essencial, sobretudo nos municípios que enfrentam dificuldades financeiras para construir e manter novas unidades.

A Central das Creches do Brasil defende que os candidatos incluam nos planos de governo uma política estadual de apoio à expansão da educação infantil. A proposta deve estabelecer metas por município, priorizar as regiões com maior demanda e garantir acompanhamento das obras e dos resultados.

Como parte dessa mobilização, a entidade encaminhou uma carta aberta aos candidatos e os convidou a assumir publicamente um compromisso com a primeira infância. O documento reivindica planejamento, financiamento e articulação entre União, Estado e municípios para reduzir a fila por vagas.

“A educação infantil precisa fazer parte do planejamento estratégico da Bahia. Queremos saber o que cada candidato pretende fazer, quais metas serão estabelecidas e de que maneira o Estado ajudará os municípios a construir novas creches”, destaca o presidente da Central das Creches do Brasil, Clériston José Silva.

A entidade também defende que os candidatos apresentem medidas para valorizar professores e demais profissionais da educação, fortalecer a inclusão de crianças com deficiência, melhorar a infraestrutura das unidades e ampliar o atendimento integral.

Para a Central, investir em creches representa cuidar das crianças, apoiar as famílias e promover desenvolvimento social. A falta de vagas afeta principalmente as mulheres de baixa renda, que muitas vezes deixam de trabalhar ou estudar porque não encontram um espaço seguro para seus filhos.

Na reta final da campanha, a organização reforça o convite para que todos os candidatos ao Governo da Bahia conheçam o Programa Nacional de Combate à Falta de Vagas em Creches Públicas (PNCB) e assumam compromissos verificáveis com a expansão da educação infantil.

“A primeira infância não pode ser lembrada apenas no período eleitoral. O compromisso precisa continuar depois das urnas, com orçamento, execução e transparência”, conclui Clériston.

FAQ - Perguntas Frequentes

Quem é o presidente da Central das Creches do Brasil?

Presidente Clériston Silva e vice-presidente Raimundo, diretor de creche há mais de 50 anos em Salvador.

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