Entidade cobra ampliação de vagas e planejamento para atender famílias que aguardam pela educação infantil
Cerca de 2,5 milhões de crianças de zero a cinco anos estão fora das creches públicas por falta de vagas no Brasil, segundo estimativa da Central das Creches do Brasil. A entidade chama a atenção para o impacto dessa demanda na vida das crianças e das famílias e cobra dos governantes medidas concretas para ampliar o atendimento na educação infantil.
O número informado pela Central se refere à falta de acesso à rede pública nessa faixa etária, e não ao total de crianças fora da escola em todas as etapas de ensino. Para a instituição, enfrentar esse cenário exige planejamento, financiamento e acompanhamento das metas de expansão.
A ausência de vagas também afeta a rotina de quem precisa conciliar trabalho e cuidado com os filhos. Sem atendimento, famílias enfrentam dificuldades para organizar a jornada profissional, buscar emprego ou continuar os estudos. As crianças, por sua vez, deixam de ter acesso às experiências de aprendizagem e convivência oferecidas pela educação infantil.
O presidente da Central das Creches do Brasil, Clériston Silva, defende que a pauta tenha continuidade para além do período eleitoral. A cobrança da entidade é por compromissos que se traduzam em unidades em funcionamento, profissionais preparados e vagas disponíveis para a população.
Entre as propostas defendidas pela instituição está a criação de um benefício temporário de R$ 950 mensais por criança sem vaga na rede pública, até que o atendimento seja assegurado. A Central também propõe um adicional de R$ 400 para transporte quando não houver vaga a até 500 metros da residência.
Para a entidade, o apoio às famílias deve acompanhar a ampliação da rede pública. A instituição seguirá cobrando dos gestores e representantes eleitos a apresentação de metas, prazos e recursos para reduzir a demanda e garantir o acesso à educação desde a primeira infância.