Como contribuição ao enfrentamento do problema, a Central apresenta o Programa Nacional de Combate à Falta de Vagas em Creches Públicas no Brasil (PNCB). A iniciativa tem como meta contribuir para a implantação de 13,5 mil novas unidades de educação infantil até 2035, nos 26 estados e no Distrito Federal.
O PNCB é uma proposta de mobilização da Central, que busca reunir poder público, municípios, iniciativa privada, investidores e sociedade civil em torno da expansão do atendimento à primeira infância.
A entidade, que atua desde 2014, defende que essa articulação ajude a transformar a demanda das famílias em projetos viáveis, com planejamento e continuidade. A meta de novas unidades integra sua proposta institucional para enfrentar o déficit de vagas.
Os obstáculos de acesso seguem presentes na rotina das famílias. Dados da Pnad Educação 2025, reunidos pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, mostram que, entre as crianças de 2 e 3 anos que não frequentavam creche, 33,4% estavam nessa situação por ausência de unidade na localidade, falta de vaga ou recusa de matrícula em razão da idade. Entre os bebês de até 1 ano fora da creche, o percentual era de 28,1%.
Para a Central, enfrentar esse cenário exige identificar a demanda em cada município e direcionar investimentos aos territórios que mais precisam. A expansão também deve garantir qualidade, evitando que o aumento das matrículas ocorra sem estrutura e equipes suficientes.
Na carta aberta assinada pelo presidente, a instituição resume a urgência dessa agenda: “Não podemos continuar falando sobre o Brasil do amanhã enquanto milhões de crianças esperam hoje por uma vaga em uma creche”.
O desafio colocado ao Governo da Bahia e à Presidência da República é transformar o compromisso com a educação infantil em orçamento, cooperação com os municípios e resultados que cheguem às famílias.