
A educação na Venezuela tem enfrentado um verdadeiro caos. Cerca de 200 mil professores deixaram as salas de aula nos últimos anos, segundo estimativas de associações sindicais. Alguns se juntaram aos que emigraram do país, outros mudaram de profissão. A falta de docentes somada a crise política econômica vivida pelo país reflete em números alarmantes de crianças que estão fora das escolas.
A Federação Venezuelana de Professores (FVM) estima que cerca de três milhões de crianças e adolescentes sem estudar, o que representa aproximadamente um terço da população venezuelana em idade escolar.
Sem incentivos para educação, isso está causando um esvaziamento das escolas. E, no lado mais vulnerável, estão os alunos que deixaram de estudar, e outros milhares que viram suas horas de aula reduzidas, às vezes ministradas por pessoas que nem sequer estão qualificadas para isso. Na Venezuela, de cada dez instituições de ensino, 8 são públicas.
Crise na educação – Segundo dados da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), o déficit de educadores na Venezuela já alcança cerca de 40%. A crise educacional se agrava em um país que viu quase oito milhões de pessoas migrarem, segundo dados da ONU, tornando a permanência de crianças e adolescentes na escola um dos maiores desafios sociais da atualidade.
Tulio Ramírez é presidente da ONG Assembleia de Educação e vê com preocupação a situação atual. “Temos a educaçã dos 5 menos: menos professores, menos estudantes, menos investimento na educação pública, menos geração de reposição e menos qualidade na educação. Ela está se deteriorando e não há manutenção”, explica.
