Entidade cobra dos candidatos ao Governo da Bahia e à Presidência da República propostas consistentes para a primeira infância, com planejamento, recursos e compromisso com a construção de novas unidades
Com a Educação ganhando espaço no debate eleitoral de 2026, a Central das Creches do Brasil defende que os candidatos ao Governo da Bahia e à Presidência da República apresentem projetos consistentes e efetivos para a Educação Infantil, incluindo investimentos destinados à construção de novas creches e à ampliação da oferta de vagas.
Para a instituição, é fundamental que a primeira infância seja tratada como prioridade dentro dos programas de governo e que os compromissos apresentados durante o período eleitoral possam, de fato, ser transformados em políticas públicas, com planejamento, orçamento, metas e prazos definidos.
O presidente da Central das Creches do Brasil, Clériston Silva, destaca que garantir o acesso à creche significa investir simultaneamente no desenvolvimento das crianças, na educação, na redução das desigualdades e no futuro do país.
“Queremos ver a Educação Infantil ocupando um lugar de destaque nos projetos dos candidatos. Não basta falar que a educação é prioridade. É preciso dizer o que será feito, quantas vagas serão criadas, onde serão construídas novas creches e quais recursos serão destinados para que esses compromissos saiam do papel. A primeira infância precisa de propostas concretas e executáveis”, afirma Clériston Silva.
Creche precisa ser prioridade nos planos de governo
A Central ressalta que a ampliação do acesso à Educação Infantil exige uma política estruturada, capaz de considerar tanto a construção de novas unidades quanto a manutenção e a qualidade dos serviços oferecidos às crianças.
Na Bahia, o debate ganha relevância diante das diferentes realidades encontradas nos municípios. A entidade defende uma articulação entre União, Estado e prefeituras para acelerar investimentos e permitir que mais famílias tenham acesso a creches próximas de suas comunidades.
“A construção de uma creche transforma uma comunidade. Estamos falando de um equipamento que protege a criança, fortalece seu desenvolvimento, dá suporte às famílias e permite que muitas mães possam trabalhar sabendo que seus filhos estão em um ambiente adequado. Por isso, construir creches não pode ser tratado como gasto, mas como investimento social e educacional”, reforça o presidente da Central.
Para a instituição, os candidatos também precisam apresentar mecanismos que garantam que as propostas assumidas durante a campanha tenham continuidade após as eleições. A defesa é por políticas públicas permanentes para a primeira infância, independentemente de mudanças de governo.
Central tem meta de 13,5 mil creches até 2035 – A defesa da ampliação dos investimentos integra a atuação nacional da Central das Creches do Brasil, que trabalha com a meta de viabilizar 13,5 mil novas creches até 2035, contribuindo para ampliar o acesso à Educação Infantil em diferentes regiões do país.
A instituição vem promovendo articulações com gestores públicos, representantes políticos, municípios, empresários e investidores sociais para fortalecer iniciativas destinadas à expansão da rede de atendimento à primeira infância.
Segundo Clériston Silva, o período eleitoral também representa uma oportunidade para colocar a Educação Infantil no centro das discussões sobre o Brasil, que se pretende construir nos próximos anos.
“A Central quer contribuir para que esse seja um grande debate nacional. Vamos acompanhar as propostas apresentadas e defender que a primeira infância esteja nos programas de governo. O Brasil que queremos construir amanhã começa pelas crianças que precisam de oportunidades hoje. E garantir uma creche de qualidade é uma das formas mais concretas de começar essa transformação”, finaliza o presidente da Central.