O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência no segundo turno das Eleições 2026, prevê ampliar a oferta de creches em período integral, com alimentação e foco no desenvolvimento infantil. Quando não houver vaga na rede pública, a proposta é conceder um voucher-creche para a família matricular a criança em uma instituição privada credenciada, até que surja uma vaga pública.
O documento não apresenta, nesse trecho, uma meta numérica para a ampliação das vagas. A proposta combina o aumento da oferta de creches com o uso de instituições privadas conveniadas como alternativa temporária para famílias que aguardam atendimento na rede pública.
Para as demais etapas de ensino, Flávio propõe priorizar o método fônico na alfabetização, vincular parte do financiamento escolar a metas de aprendizagem e oferecer formação continuada aos professores. O plano também prevê o Programa Acolher, pelo qual estudantes com bom desempenho poderiam receber remuneração para dar reforço a colegas.
Outras medidas citadas são a ampliação das escolas cívico-militares, o apoio à educação em tempo integral, a inclusão de conteúdos ligados à economia digital e o aumento da oferta de ensino técnico. O programa defende ainda uma educação “livre de doutrinação político-partidária” e afirma que as famílias devem participar da formação de valores dos estudantes.
A proposta do voucher-creche coloca em discussão o papel da rede privada no atendimento à primeira infância e a garantia de vagas públicas. Para a Central das Creches do Brasil, a ampliação do acesso às creches segue como tema central no debate sobre as políticas educacionais do próximo governo.