Entidade pede que o apoio às famílias sem vaga pública seja acompanhado da expansão da rede de creches; proposta prevê pagamento mensal de até R$ 1.350 durante a espera
Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disputará o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. O plano de governo do candidato prevê um voucher para que famílias sem vaga na rede pública matriculem as crianças em creches privadas credenciadas. O documento, porém, não define o valor do benefício.
A Central das Creches do Brasil defende que o benefício seja de R$ 950 por mês para mães de crianças de zero a cinco anos que aguardam uma vaga pública. A entidade propõe que o pagamento seja incluído no Bolsa Família e mantido até que a criança consiga acesso à rede pública.
A proposta da Central prevê ainda um auxílio-transporte mensal de R$ 400 para famílias que não encontrem uma creche pública a até 500 metros de casa. Nesses casos, os benefícios somariam R$ 1.350 por mês. A entidade defende que a medida comece no primeiro ano do próximo governo. Os valores e o formato de pagamento são reivindicações da Central; não foram anunciados como parte do voucher proposto por Flávio Bolsonaro.
Para a instituição, a pauta das creches pode ser decisiva no segundo turno. A Central cobra dos candidatos compromissos com o atendimento imediato às famílias e com a ampliação permanente das vagas públicas. “O governo tem que caminhar lado a lado com a sociedade civil organizada”, afirma o presidente da entidade, Clériston Silva.
A Central estima que 2,5 milhões de crianças de zero a cinco anos estejam sem atendimento por falta de vagas. A instituição também mantém o Programa Nacional de Combate à Falta de Vagas em Creches Públicas (PNCB), que prevê a construção de 13,5 mil novas unidades até 2035, com alcance nos 26 estados e no Distrito Federal. Fundada em 2014, a entidade informa que o programa conta com parcerias privadas e internacionais.