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Justiça estabelece 10 dias para Prefeitura apresentar plano de solução para a falta de vagas em creches

A Prefeitura de Várzea Grande tem 10 dias para apresentar um plano estrutural com medidas para enfrentar a falta de vagas em creches da rede municipal. O prazo foi definido em audiência de conciliação realizada no começo desta semana. Uma nova reunião está marcada para o dia 21 de maio.

A decisão foi proferida pelo juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, no âmbito de uma Ação Civil Pública Estrutural ingressada pelo Ministério Público de Mato Grosso. Conforme a decisão liminar do início do mês de março, o município deverá apresentar um plano que contenha metas objetivas, cronograma e medidas estruturais para ampliar e organizar a oferta de vagas, assim como critérios de priorização sucessivos e medidas transitórias para mitigação da fila.

Além disso, na decisão, o magistrado determinou a suspensão das ações individuais em curso e futuras que tenham por objeto a obtenção de vaga em creche no município. De acordo com a petição inicial apresentada pelo Ministério Público, o cenário atual de déficit de vagas em creches e a existência de fila de espera estão provocando sucessivas ações judiciais individuais que comprometem a organização da política pública. Uma vez que as decisões individuais acabam interferindo na ordem de prioridade da fila e no planejamento administrativo do município.

Ainda, o documento destaca que a organização da fila deverá observar critérios de vulnerabilidade social e seguir os parâmetros estabelecidos na Nota Técnica GAEPE-MT n.º 001/2023. Ela orienta que a lista de espera seja organizada de forma criteriosa, transparente e equânime, com registro regular de dados e mecanismos que permitam às famílias acompanharem sua exata posição na fila, observada a proteção de dados pessoais.

Na audiência estavam presentes representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e do município de Várzea Grande, que discutiram medidas voltadas à reorganização da política pública de educação infantil, diante da demanda reprimida por vagas em creches e do alto volume de judicialização individual repetitiva.

A ação, que segue em segredo de justiça, já tem uma nova audiência concentrada de conciliação designada para o dia 21 de maio, às 10h.

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