Entidade defende ampliação de vagas, financiamento permanente e metas para garantir o acesso das crianças às creches públicas
Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada neste domingo (25), a Central das Creches do Brasil reforça que o próximo mandato deve assumir compromissos concretos com a educação infantil. A entidade vai cobrar prioridade para a primeira infância, com ampliação da rede pública, conclusão de obras e recursos para o funcionamento das unidades.
Para o presidente da Central, Clériston José Silva, o encerramento da disputa eleitoral marca o início de uma nova etapa de mobilização. A instituição defende que as propostas apresentadas durante a campanha sejam transformadas em ações, com metas, prazos e acompanhamento público.
“A eleição terminou, mas a nossa cobrança continua. Vamos exigir do presidente Lula compromisso com a educação, especialmente com as crianças que ainda aguardam uma vaga em creche pública. As famílias precisam de respostas concretas, com orçamento, obras concluídas e unidades funcionando”, afirma Clériston.
A Central aponta a necessidade de enfrentar a falta de vagas e assegurar condições adequadas de atendimento. Para a entidade, a expansão precisa caminhar junto com a valorização dos profissionais, alimentação de qualidade, acessibilidade e inclusão de crianças com deficiência.
“Não basta anunciar a construção de uma creche. É preciso entregar a unidade equipada, com profissionais valorizados e condições de acolher as crianças. A primeira infância precisa aparecer nas decisões e nos investimentos do governo”, destaca o presidente.
Entre as bandeiras defendidas pela instituição está a construção de 13.500 novas creches públicas até 2035. A Central também cobra maior articulação entre União, estados e municípios para identificar a demanda e direcionar os investimentos aos territórios com maior necessidade.
Clériston ressalta que a ausência de vagas afeta toda a família e dificulta, sobretudo, a permanência das mulheres no mercado de trabalho.
“Quando uma criança fica sem creche, toda a família sente. Muitas mães deixam de trabalhar ou estudar porque não têm com quem deixar seus filhos. Garantir educação infantil é cuidar das crianças e ampliar as oportunidades dessas mulheres”, afirma.
A entidade pretende manter a mobilização e acompanhar as medidas do novo mandato. “Nossa atuação é em defesa do direito à educação. Vamos cobrar, acompanhar e reconhecer os avanços, mas também apontar o que precisa ser feito. O compromisso com a infância deve permanecer depois que as urnas são fechadas”, conclui.