O presidente da Central das Creches do Brasil, Clériston J. Silva, viaja a Brasília para uma agenda de reuniões e articulações em defesa da educação infantil. A mobilização busca apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e interlocução com o Ministério da Educação (MEC) para ampliar a oferta de vagas em creches públicas e fortalecer o Programa Nacional de Combate à Falta de Vagas em Creches Públicas no Brasil (PNCB).
Durante a passagem pela capital federal, Clériston pretende apresentar as propostas da entidade e cobrar medidas que contribuam para acelerar a construção de unidades, ampliar o atendimento e garantir condições de funcionamento das creches. A Central defende que a expansão seja acompanhada de planejamento, financiamento e transparência na aplicação dos recursos.
A agenda também tem como objetivo reforçar o pedido de audiência com o presidente Lula. A entidade quer discutir a participação do governo federal no PNCB e apresentar caminhos para mobilizar o poder público, empresas e potenciais doadores em torno da construção de novas creches.
Na interlocução com o Ministério da Educação, a Central busca discutir os obstáculos enfrentados pelos municípios para ampliar a rede e a necessidade de apoio federal para transformar projetos em vagas efetivamente disponíveis às famílias. A cobrança inclui atenção ao custeio das unidades, à formação dos profissionais e à qualidade do atendimento.
Para a instituição, o acesso à creche deve ser tratado como prioridade permanente. Além de assegurar o direito das crianças ao acolhimento, ao cuidado e à educação, a oferta de vagas permite que mães e responsáveis, especialmente mulheres que sustentam suas famílias, tenham melhores condições de trabalhar e gerar renda.
A viagem a Brasília integra a mobilização da Central para converter as demandas da primeira infância em compromissos concretos. A entidade defende que o diálogo com o governo Lula e o MEC resulte em metas, prazos e mecanismos de acompanhamento, com participação da sociedade civil.
Déficit de vagas e metas
Segundo estimativa da Central das Creches do Brasil, o déficit nacional é de aproximadamente 2,5 milhões de vagas em creches públicas. Para enfrentar esse cenário, a entidade propõe, por meio do PNCB, a construção de 13.500 creches públicas até 2035, com articulação entre governos, iniciativa privada e sociedade civil.
Em Salvador, a Central estima que sejam necessárias 220 novas creches, com capacidade para 188 crianças em tempo integral por unidade. A instituição defende que a ampliação seja acompanhada de auditoria, monitoramento e transparência, para que os investimentos se convertam em atendimento às crianças e apoio às famílias.