Uma proposta apresentada na ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia), pretende ampliar as oportunidades de acesso ao ensino superior para jovens baianos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social. O deputado, Hilton Coelho sugeriu a criação da Rede Estadual de Cursinhos Populares (RECP), iniciativa que busca fortalecer e expandir projetos educacionais gratuitos já existentes no estado.
A proposta tem como foco principal reduzir desigualdades históricas no acesso à educação, que ainda impactam de forma mais intensa jovens negros, moradores de periferias e estudantes da rede pública.
De acordo com o projeto, a rede será formada por cursinhos comunitários, universitários e iniciativas ligadas a movimentos sociais. A ideia é garantir suporte estrutural a esses espaços, incluindo oferta de material didático, formação continuada para educadores e melhores condições físicas de funcionamento.
Outro ponto importante é a criação de políticas de permanência para os estudantes, como auxílio com transporte e alimentação, buscando evitar a evasão e garantir que os alunos consigam se dedicar aos estudos. Além de também prevê a atuação conjunta com órgãos públicos, universidades e institutos federais, fortalecendo a integração entre diferentes áreas e ampliando o uso de equipamentos públicos voltados à educação.
Para coordenar a iniciativa, o projeto sugere a criação de um comitê intersetorial com participação majoritária da sociedade civil. O grupo terá como função acompanhar a execução das ações, fiscalizar recursos e contribuir na definição de diretrizes da política educacional. Segundo o autor da proposta, o objetivo vai além de ampliar vagas: é garantir condições reais para que jovens tenham igualdade na disputa por uma vaga no ensino superior.
A iniciativa dialoga com políticas nacionais de inclusão educacional e se inspira em experiências já desenvolvidas em Salvador, onde cursinhos populares têm desempenhado papel importante na preparação de estudantes para o ingresso em universidades públicas.
Atualmente, dados mostram que menos de 20% da população adulta brasileira possui ensino superior completo, percentual ainda menor entre pretos e pardos. Nesse cenário, iniciativas como os cursinhos populares se consolidam como ferramentas essenciais para ampliar oportunidades e promover inclusão social.
