Iniciou-se a primeira etapa do Censo Escolar 2026, considerada a principal pesquisa estatística da educação básica brasileira. Coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o levantamento reúne informações de aproximadamente 180 mil escolas públicas e privadas em todo o Brasil.
A coleta acontece por meio do sistema Educacenso e segue até o dia 31 de julho. Nessa fase, as escolas devem informar dados relacionados às matrículas, turmas, estudantes, gestores e profissionais que atuam em sala de aula. A responsabilidade pelo preenchimento é das próprias instituições de ensino e das secretarias municipais, estaduais e do Distrito Federal.
O Censo Escolar é realizado anualmente e serve como uma das principais ferramentas para entender a realidade da educação no país. As informações coletadas ajudam o Ministério da Educação (MEC) a planejar políticas públicas, acompanhar indicadores educacionais e distribuir recursos destinados às redes de ensino.
Além disso, os dados são utilizados como base para indicadores importantes, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), taxas de rendimento escolar e estudos sobre evasão e distorção idade-série. Também influenciam diretamente no cálculo de repasses do Fundeb, fundo responsável pelo financiamento da educação básica no Brasil.
Segundo o cronograma divulgado pelo Inep, os dados preliminares devem ser enviados ao MEC em agosto. Depois disso, haverá um período para conferência e possíveis correções antes da homologação final das informações.
A pesquisa é dividida em duas etapas. A primeira reúne os dados de matrícula inicial, enquanto a segunda, prevista para 2027, vai acompanhar a situação dos estudantes ao fim do ano letivo, incluindo informações sobre aprovação, reprovação, abandono e transferências.