A Central das Creches do Brasil volta a fazer um apelo aos eleitores: neste domingo, coloque a educação entre as prioridades na hora de escolher seu candidato. A entidade cobra propostas claras para ampliar as vagas em creches públicas, valorizar os profissionais e garantir condições de aprendizagem desde a primeira infância.
Segundo estimativa apresentada pela Central, cerca de 2,5 milhões de crianças de até 5 anos estão fora das creches públicas por falta de vagas no Brasil. Para a instituição, enfrentar esse cenário exige planejamento, recursos e metas que possam ser acompanhadas pela população depois das eleições.
“Antes de votar, o eleitor precisa perguntar: qual é o compromisso desse candidato com as crianças? Como pretende ampliar as vagas e garantir uma educação de qualidade? A primeira infância não pode aparecer apenas no discurso de campanha. As famílias precisam de respostas e de ações concretas”, afirma o presidente da Central das Creches do Brasil, Clériston José Silva.
Com atuação desde 2014, a entidade defende a expansão da rede pública e cobra dos candidatos compromissos com a construção de creches, a conclusão de obras e o funcionamento adequado das unidades. A instituição também ressalta que ampliar o atendimento exige profissionais qualificados, alimentação adequada, acessibilidade e inclusão.
A falta de vagas afeta toda a família. Sem um lugar seguro para deixar os filhos, mães e responsáveis enfrentam dificuldades para trabalhar, estudar e garantir renda. Por isso, a Central considera que investir em creches também contribui para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.
“Cada criança que fica sem uma vaga representa uma família à espera de um direito. Não podemos aceitar que essa espera continue enquanto a educação é usada para conquistar votos. Quem pede a confiança da população precisa apresentar metas, explicar de onde virão os recursos e assumir a responsabilidade de cumprir o que promete”, reforça Clériston.
A Central defende que o eleitor analise a viabilidade das propostas e mantenha a cobrança após a votação. O compromisso com a educação precisa estar presente no orçamento, nas decisões de governo e na execução das políticas públicas.
“O voto deste domingo terá consequências para os próximos anos. Nosso apelo é para que o eleitor pense nas crianças e escolha com consciência. A Central continuará cobrando dos eleitos, independentemente de partido, o compromisso com a primeira infância”, conclui o presidente.