Reeleito por mais quatro anos à frente do Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) terá suas promessas para a educação acompanhadas pela Central das Creches do Brasil. A instituição cobra que os compromissos apresentados durante a campanha sejam traduzidos em investimentos, ampliação de vagas e melhorias no atendimento às crianças, especialmente na primeira infância.
Segundo estimativa da Central, 2,5 milhões de crianças de zero a cinco anos estão fora de creches e pré-escolas públicas no Brasil por falta de vagas. Diante desse cenário, a instituição defende, por meio do Plano Nacional de Creches do Brasil (PNCB), a construção de 13.500 novas creches públicas até 2035, com investimentos e planejamento para ampliar o acesso à educação infantil.
Um dos principais compromissos apresentados por Jerônimo no horário eleitoral foi a universalização do ensino em tempo integral na rede estadual. No programa exibido em 31 de agosto, o governador prometeu estender o modelo a todas as escolas estaduais, com ampliação das atividades pedagógicas, culturais e esportivas, além da alimentação e da permanência dos estudantes no ambiente escolar.
Para o presidente da Central das Creches do Brasil, Clériston Silva, o debate sobre a melhoria da educação precisa começar antes do ingresso no ensino fundamental, com investimentos em creches e pré-escolas.
“Jerônimo Rodrigues tem grande responsabilidade com a Bahia. A criação de creches e os investimentos na primeira infância não podem ser apenas bandeiras de campanha. Agora, as promessas precisam se transformar em vagas, estruturas adequadas e atendimento de qualidade para as crianças e suas famílias”, destaca Clériston.
Essa cobrança encontra correspondência no próprio programa de governo divulgado pela campanha de Jerônimo. Além do ensino integral na rede estadual, a proposta prevê ampliar a infraestrutura e as vagas em creches e escolas de educação infantil em tempo integral, em cooperação com os governos federal e municipais. Durante a campanha, o governador também declarou que pretende apoiar prefeitos e prefeitas na melhoria das redes municipais.
A Central defende que essa parceria tenha metas claras e permita acompanhar quantas vagas serão criadas, quais municípios serão atendidos, os recursos destinados às ações e os prazos de execução. A cobrança envolve também profissionais qualificados, inclusão e condições adequadas de funcionamento.
“Queremos saber quantas crianças serão atendidas, onde as creches serão construídas e em quanto tempo as famílias terão acesso às vagas. Cada criança que fica sem atendimento representa uma família que precisa de uma resposta do poder público. A Central seguirá cobrando e acompanhando esses compromissos”, afirma o presidente.
Outras propostas divulgadas durante a campanha incluem novos concursos públicos para professores da rede estadual e a articulação com o Governo Federal para ampliar as oportunidades de formação superior e a oferta dos institutos federais na Bahia. Esses compromissos foram apresentados em uma sabatina realizada em setembro e integram a agenda educacional anunciada para o novo mandato.
Para a Central, os investimentos nas diferentes etapas de ensino precisam considerar que a trajetória educacional começa na primeira infância. O acesso à creche oferece oportunidades de aprendizagem, cuidado e convivência, além de contribuir para que mães, pais e responsáveis possam trabalhar e estudar.
Com atuação em defesa do acesso à educação infantil, a Central das Creches do Brasil manterá a cobrança por políticas públicas que atendam às necessidades das crianças e de suas famílias, tendo como referência a meta de 13.500 novas creches públicas até 2035. A instituição também promove esse debate no podcast Brasil do Amanhã, programa institucional que reúne entrevistas e discussões sobre educação, inclusão e primeira infância.